Por Adriana Nazarian

Por uma questão óbvia de aparência, as varizes são consideradas um problema estético.
No entanto, mais do que isso, devem ser encaradas como uma questão de saúde que precisa ser vista com atenção para evitar danos maiores.

Para se ter uma idéia, 55% da população feminina sofre deste mal, e 90% de micro varizes, por causa dos chamados “hormônios femininos”. Mas a doença não escolhe sexo e também aparece nos homens, ainda com mais severidade. Mas afinal, o que são as varizes? Trata-se de veias dilatadas e tortuosas que, diferente das demais, não conseguem levar o sangue de volta ao coração.

Apesar de constituírem a doença mais freqüente na Insuficiência Venosa Crônica (IVC), síndrome, que é responsável por um grande número de afastamentos de trabalho, apresenta um quadro evolutivo e pode ser controlada, como explica a Dra. Priscila Nahas, cirurgiã Vascular e coordenadora do Departamento de Fleboestética da Sociedade Brasileira de Flebologia e Linfologia da SBFL.

Alerta: como principais sintomas, estão a sensação de peso e cansaço nas pernas, principalmente no fim da tarde, com piora nos dias quentes e no período pré-menstrual. Para quem teme, a médica aproveita para esclarecer que qualquer pessoa pode ter varizes, desde que tenha predisposição genética e nestes casos, o sedentarismo e a obesidade aceleram seu desenvolvimento.

Para evitar qualquer dúvida, pergunto à Priscila: as veias dilatadas sempre podem ser vistos a olho nú, ou, seria melhor que todas as pessoas passassem por uma consulta médica preventiva apenas para ter certeza de que não sofrem deste mal?

“É desnecessário que pessoas assintomáticas (sem sintomas) passem por uma avaliação. Facilmente pela inspeção (olho nú) e palpação, o especilista consegue identificar as varizes, mas atualmente dispomos de um aparelho, o fleboscópio, que através de uma trans-iluminação da pele, permite que a paciente "enxergue" as suas varizes e acompanhe com mais segurança a avaliação médica, e se sinta mais segura!”

Questão esclarecida, vale lembrar que cuidados básicos como controle do peso, prática de exercícios físicos e alongamentos para quem fica o dia todo em pé ou sentado, são primordiais. Em primeira mão, Dra. Priscila nos ensina alguns truques para o dia-a-dia.

Quem trabalha muito tempo sentado na frente do computador deve realizar, a cada 40 minutos, um exercício de flexão/extensão (como se acelerasse o carro) por 10 minutos para trabalhar a panturrilha, evitar ficar longos períodos na mesma posição e adotar medidas simples como por exemplo,trocar o elevador do escritório pela escada.

E para quem pensa que dormir é sinônimo de livrar-se do problema, mero engano. A expert no assunto deixa um segredo para a hora dos sonhos: " elevar de 15 a 20 centímetros os pés da cama - colocar almofadas no colchão sob os pés não faz o mesmo efeito e ainda pode causar desconforto à coluna. O ideal é colocar um calço entre o pé da cama e o chão”.

Seja como for, pacientes com antecedentes familiares do caso devem prestar atenção. Se os sintomas existem, o mais correto é passar por uma avaliação médica, ter o quadro classificado e assim, programar o tratamento, que pode ser desde orientação postural, exercícios, dietas, remédios, meias, até procedimentos que vão da esclerose de vasinhos a micro-cirurgias, retirada de veias safenas e ecoesclerose, um procedimento que elimina as veias grossas evitando a cirurgia.

Saiba mais em: www.priscilanahas.com.br